Versos Que Não Fiz

domingo, 27 de março de 2011

Juntos na poesia


eu nua, tua, lua
feixe de luz
janela entreaberta
daqui, vejo estrelas
sinto arrepios
foram-se as lonjuras
és verdade
na poesia
aqui estamos
juntos na paixão
corpos sem distância
vozes em silêncio
nos nossos ouvidos
ecoam sons dos ventos
brisa que nos une
palavras que denunciam
olhares que não disfarçam
entregamo-nos, enfim,
à emoção
sentimentos
que não sabemos decifrar
pairam no ar
beijos que embriagam
e tiram o ar
sem nos sufocar

domingo, 20 de março de 2011

Pele



tecido de seda

que reveste meus sonhos

folha de papel

à espera da escrita perfeita

alva anatomia

que anseia tua cor

escreve-me com teus dedos

deixa em mim tua marca

maquia-me de amor

colore-me sem pudor

que a pele arrepia

que a pele sussurra

que a pele aquece...

transforma-te

em rija tatuagem

e, em mim,

eterniza...








sexta-feira, 18 de março de 2011

Pernas pro ar


o mundo de pernas pro ar
que loucura
que agonia
e eu feliz a dançar
voando como beija-flor
levitando feito pluma
em minha desejada alforria
tudo no seu devido lugar
a Terra girando
a lua sorrindo
poeta partindo
pra vida abraçar

quinta-feira, 17 de março de 2011

Encontro no Verso


Te encontro no verso,
no auge da minha criação.
Te vejo nas linhas escritas,
te sinto na palma da mão.
Teu cheiro na folha branca
do poema-coração.
Pássaro voando no ar
na poesia, na imaginação.
Mesmo não estando ao meu lado,
estás dentro.
Tenho em mim muito de ti.
Em minhas linhas te jogo
e viro ao avesso.
Te desnudo, te beijo,
te sussurro versando.
Letras são pontes de união...

terça-feira, 15 de março de 2011

Criação


corpo, carne, coração
criação somos
carma que nos leva
calma que nos foge
canto que eterniza
criança que nos nina
mãe natureza que acarinha
trazendo novamente
paz e harmonia
e, assim, vamos
de onde surgimos,
retornamos
e, além, voamos...

segunda-feira, 14 de março de 2011

Nascimento



Nas raízes que vejo no chão
Emergindo versos em folhas vivas
Sinto o cheiro suave da criação
Transpondo sentimentos que cá dentro abrigo
Que correm em minhas veias
Como seiva em árvore de amor
Que banham minha pele
Como chuva perfumada de verão
Gestando letras
Parindo versos
Aninhando poemas
Ninando filho tão desejado
Vendo crescer a poesia
Frente aos meus olhos marejados
De lágrimas de amor pela cria
De gotas de pétala alegria
Choro lascívia gozo euforia
Enfim, nasceste:
Minha tão desejada poesia!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Para um anjo com asas de cristal

Vou postar aqui, com um pouco de atraso, o lindo presente de aniversário que ganhei da @dullim, minha amiga querida ( o aníver foi no dia 21 de fevereiro ), que muito me emocionou e me deixou feliz. Aí Vai:




Para um Anjo com Asas de Cristal ( por Dulce Miller )




Ventava muito naquele dia
mas medo, ela não tinha
nasceu do vento, era parte dele
era como um amante
como um prenúncio de liberdade

Aliás, ela deveria ter nascido com asas
para com o vento voar,
mas como, se é um ser humano disfarçado de anjo?
Uma pena, pois só os privilegiados
podem ver suas asas do mais puro cristal.

Asas reveladas no sorriso de criança
na maneira de falar com tanta pressa, dispersa...
Asas que estão no olhar de menina romântica
que estão na alma que não cansa do silêncio que canta.

Tudo culpa do vento, que toma todo seu tempo...

Não, ela não sabe voar com o vento
mas alça vôos imensos através das palavras
das entrelinhas, das reticências, das adjacências do amor,
nas causas da dor.

Tudo está onde deveria estar, tudo no seu devido lugar
e mesmo que ela ainda não saiba, não precisa voar,
pois tem o vento no seu tempo de dentro.

Na escuridão da noite,
no brilho das estrelas, na magia da lua
ela é anjo, ela é catavento, ela é farol,
faça chuva ou faça sol.

(Meu Poema para Flávia Braun)








quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Meio Dia


Meio dia
outro lado da meia noite

Moeda do tempo
Cara e coroa
Jogam-se os dados
Destinos ou acasos
Tempo transpassa
Vento assopra
Ouvidos de temporal
Meia verdade
Meia metade
Meia vontade
Completo torpor
Vendaval interior
Tic tac sem parar
Assombrando mente insana
À procura de resposta
Avião sem rumo
Barco sem proa
Vida sem prumo
Segue a deriva
Tic tac tic tac
Seguem os ponteiros
Meio dia
Meia noite
Dia inteiro
Noite vazia



quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Fragmentos Meus





Sentimento não se diz palavra ... sentimento se alça voo...


Suave seiva suor sabor ... sua (in) sanidade, minha sina... segredo sagrado sorvido na saliva...




Poesia linha indireta direta na reta que mira o coração ... tiro certeiro imaginário duvidoso, passa de raspão - ou não.




O que a lua reflete remete às lembranças na mente demente do tempo inexorável




O agora, o eterno, o amanhã, o inverno... tempo que nada mais é que relativa travessia
.


E onde as distâncias mais se pronunciam que não num coração ausente ?



A poesia é toda Lua, toda nua, toda crua (in) sensata criatura... Palavras com o dom de viver de voar.



Choque de realidade: acordo com o sol direto da janela. Não estás nos meus versos.....da palma da mão.... nas linhas de infinito.



O silêncio é um véu que ganha cores de acordo com quem o veste.... pode ser colorido, pode ser gris... é preciso sentir.




sábado, 5 de fevereiro de 2011

Te Sonho ...



quero andar pela rua,

sem rumo certo,

dobrar a esquina,

desenrolar minha vida ...

quero saber em que chão pisar
e em que hora saltar...
quero andar na areia,

mergulhar no mar

subir no azul do teu céu

orbitar certeiro sistema solar

quero olhar nesses olhos
teus olhos teu olhar
sem parar, até levitar

sentir o sangue ferver

a pele arrepiar

o corpo tremer

te lembrar me excita

me deixa louca

me faz viajar
teu beijo teu olhar tua mão

meu seio minha cintura meu quadril

clamam por ti,
teu toque, tua boca

não tem como negar
te quero, te sonho
te sinto

e sei que não vais escapar...
esteja onde estiver
com quem for
qual boca beijar
aqui estarás
comigo
corpo mente coração
assim como o mundo gira
vais voltar pro meu abraço
me encaixar no teu corpo
me levar contigo
pra vida
voar imensidão
paz e tesão
é..
te sonho
e te tornarei real...











quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Algumas Teorias 'Flavianas'





Ilusão é um pensamento que voou antes de pousar.


Intuição é o que o coração fala pra teimosa razão.


Emoção é o que sente aquele que pisa o céu.


Afeição é o que a menina sente quando seu coração palpita.


Amizade é um laço macio mais forte que um trovão.


Esperança é uma senhora que insiste em viver mesmo quando tentam lhe matar.


Desejo é uma vontade insistente.


Saudade é quando o pensamento quer resgatar o que se foi.


Meias-verdades são mentiras disfarçadas.



Mentira é quando o menino conta o inverso da verdade ... e vice-versa. :P

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Balada Neon




Vamos amor, sair esta noite
Vamos mostrar ao mundo o nosso show
Nossa louca vida de pecados
Bandida e cheia de amor
Vem comigo, te veste a rigor
Vem comigo, quero teu sabor

Na balada embalada neon
Quero dançar até o sol raiar
Vem dançar , vem me amar
Vamos acertar o ritmo e o tom

Vesti minha saia mais rodada
Pra me enredar em teus braços
Vesti minha meia arrastão
Pra te carregar e levar pela mão
Despi meus medos e traumas
Pra me embriagar no calor dessa noite

Nessa linda noite estrelada
Vamos andar pela rua deserta
Vamos amor, vamos ...
Descobrir do que é feita a lua
Encontrar a loucura incerta
Tira a roupa, que já estou nua...
Toda tua...toda tua...

Na balada embalada neon
Quero dançar até o sol raiar
Vem dançar , vem me amar
Vamos acertar no ritmo e no tom




( viajei um pouquinho escrevendo um texto meio musical... que tal , Vanluchi ? kkkkk )

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

VERSEI...


Tudo o que se vê, tudo o que se escuta
Tudo o que se cheira e sente
Tudo vira verso, nas mãos do poeta
Versejar é preciso! Versei. Voei...

Inventar verbos, dedilhar palavras esquecidas
Trilhar rumos incertos
Viajar nas curvas do poema
Tudo é poesia. Versei. Pulei...

Trajar véus de letras em tons coloridos
Despi-los e usar a alva pele como manto
Vestir, pintar, despir, descolorir
Tudo é poesia. Versei. Arremessei...

Sonhar a vida e não temer a morte
Aceitar o tempo, beijar sua mão
Gozar do instante, ser breve infinito
Tudo é poesia. Versei. Flutuei...



domingo, 30 de janeiro de 2011

Fragmentos - Versejando





Voo rasante sobre as águas. Teu amor me faz gota, onda , mar, oceano. Me faz infinito.


Verso versado inverso invertido .... palavra escrita inventada decifrada.... poesia descompensada apressada passarinhou...voou....


Choque de realidade: acordo com o sol direto da janela. Não estás nos meus versos.....da palma da mão.... nas linhas de infinito.


No tempo do tempo inverso do verso. Nos ponteiros parados da hora poesia. O escrito é terno e eterno.


Salta no mar.... brinca de voar ... deita-se sobre branca nuvem ... hora de ninar. Amor precisa descansar.


Falo-te baixinho, coração, no ritmo de teus batimentos suaves: nao desista, por mais calejado que esteja. Vê ao teu redor, o amor se esconde.



Esconde. Aparece. Camuflado. Ensurdece. Gosta de brincar de cabra cega. Criança levada é o amor.







sábado, 29 de janeiro de 2011

MEDO VOA...



Medo voa

medo vai-te

pr'outro lugar

bem distante

quero voar

leve como pluma

sem teu peso levar...

Nuvens carregadas


de tantas tristezas


Vão para longe


com o vento


E que esse

carregue o medo


pra bem longe

dos meus olhos...


Essa viagem me leva


mas eu retorno


leve como a pluma


do sonho renovado...


.
medo despedaçado


levito em mim


novamente feita de algodão.
..


Enfrentando os medos

Eles se vão

como nuvens,

carregadas

pela minha grande paixão

a vida que vem

de novo me buscar.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Avessos



Lágrimas de pétala
Perfumes de solidão
Raios de chuva
Pingos de sol
Gotas de letras
Palavras de mar
Visões de silêncio
Gritos de olhar
Passos de verso
Rimas de dança
Choros de árvore
Folhas de criança
Beijos de pele
Toques de amor
Ritmos de coito
Gozos de samba
Sossegos de medo
Desesperos de paz



segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

BANDIDO SEDUTOR



És sedutor

Bandido sedutor
Poeta das bem traçadas linhas
Cigano que me envolve com as palavras
Em seus versos me acho, me encaixo
E em meus devaneios viajo
Nas curvas de seus poemas me perco
Entre deuses, anjos e demônios...
Escreves tão bem, lindamente
Com amor, com força
Estimula a imaginação minha
Sabes bem como fazê-lo...
És sedutor
Bandido sedutor
Com suas linhas vigorosas
Com seus escritos fortes, intensos
Com sua imaginação tentadora
Me envolve inteira
Me faz tua gueixa
Escrava das tuas vontades
Joga nas linhas o teu íntimo
Entrega tua alma e teu desejo
Sabes como ninguém, com maestria
Levar nossa imaginação ao delírio...
És sedutor
Bandido sedutor
Me envolve, me enfeitiça
Poeta das mil faces
Dos devaneios mais loucos
Das viagens mais efêmeras
Ao fundo do ser humano
Às profundezas da alma
À essência dos desejos carnais
Vais fundo com tua malícia
Tua deliciosa paixão
Pelas palavras expostas sem perdão
És inteiro, és sereno, és forte
Tens o poder da sedução
Sabes como ninguém
Nos levar à perdição...
És Don Juan das letras
Deus Eros, erótico
Desnudando-nos com as palavras
Seduzindo-nos com teus sussurros
Poeta da alma mestiça
Santo arcanjo
Transcedental
Tua voz, teu cantar
Teu jeito de enfeitiçar
Anjo, demônio, santo, poeta
És sedutor
Bandido sedutor





( homenagem a todos (as) os (as) poetas que têm o dom sedutor das palavras)
P.S.: nada como ilustrar um post sobre sedutores como uma foto de um Don Juan Johnny Depp... rsrs

domingo, 23 de janeiro de 2011

SEDUÇÃO



Sedução
Na palavra
No olhar
Na intenção
Te invento no verso
Te quero ao avesso
Boca língua saliva
Tudo em mim palpita
Te toco no sonho
Teu cheiro no corpo
Teu gosto no copo
Imagem
Vertigem
Miragem
Não importa
Te sinto
Te bebo
Me delicio
Embriagada em você
Senti o teu prazer
Mesmo estando ausente
É só espaço
Aqui dentro te trago
E degusto em minha saliva
Minha letra te traduz
E a ti me conduz
Aqui estás
Em minha pele
Em meu sangue
Corpo mente coração

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

VÍCIO


Sim, bebo versos.
Trago letras.
Me embriago desvairadamente
de poema-libertação.

Sorvo mais três xícaras
do puro chá poesia.

Entro em transe com o efeito
desse líquido-sangue-quente.
Vinho venho venha te quero...
É magia...
Meu corpo transmuta
Enlouquece coração
Mente paira sobre mim
Pássaro entorpecido sou
E dessa mistura
de sentimentos-sabores

O poeta se embebeda
E exala poros afora
palavras que enternecem

e corrompem
Poesia é vício...

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Versos Homeopáticos



No vazio de dentro ecoa o desejo de ter o amor teu em mim.... dentro de mim és inteiro, sou inteira, o tudo se faz.


E, ao amanhecer, voamos além do sonho , em uma embriagante viagem colorida. Rumo à vida.


Linha cruzada: meu ouvido te escuta em outra boca.



Porque na minha poesia é que deves te encontrar ... e te perder...



Disso faz-se a poesia: indefinida e infindável fonte de espalhar amor.



Nessa entrega de corpo e alma ao verso, nos transformamos na imagem real do amor. Infinito céu repleto de estrelas, onde a nossa alma-poesia gosta de repousar.



Pele-flor arrepiada de verso-paixão, colorida com os tons do árco-iris que se forma no céu da boca cheia de desejo do beijo do pássaro liberdade.




Olhar de paixão pela vida, de gozo no momento da escrita, de ternura no toque da palavra. Escrever é voar sem usar asas...




Meias-verdades são mentiras disfarçadas.




Gosto de calçar a verdade. A mentira me machuca muito os pés. Ela é pequena.




O que cabe em mim, eu não sei. Nem mesmo eu me caibo. Sou imensidão.




Somos como o vinho tinto esparramado na toalha de mesa… aguardando quem
nos sorva e nos embriague…





Bebo tua saliva, me embriago em tua língua, frenesi transe orbita