segunda-feira, 18 de abril de 2011

As Estações


Coisas da natureza

Quanta beleza

Dividir o tempo em estações

Multiplicar a vida em emoções

Unir os quatro cantos da Terra

Na mais linda tela de versos

Nos mais variados tons impressos

Nas páginas dessas árvores

Nas ondas desse céu

Nas nuvens desse mar

A paleta de flores do artista

Pinta um jardim à la Monet

E todos ficam extasiados

Com a lindeza que se vê

Ah! Não se sabe o que escolher:

Primavera, verão

Outono ou inverno

Tudo é brisa que se sente

Tudo é chuva que se molha

Tudo é calor que se aquece

Tudo é frio que se abraça

E lá do céu Ele sorri

Feliz com o presente que nos concedeu




sábado, 16 de abril de 2011

Alvo teu


enfim,
vieste
por fim,
chegaste
faz
de minha
alva tez
certeiro
alvo teu
o punhal
que lanças
me beija
o peito
e sabe
perfurar
sem ferir
só o que faz
é unir
tua intenção
e o corpo meu
são
insano
sedento
alvo
coração

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Delírios da noite




na noite
ela acorda
ela grita
ela xinga
ela chora
ela emudece
ela sente
profundamente
sente na pele
sente no olhar
sente na boca
o gosto
na cabeça
a lembrança
na mente
demente
semente
ele mente
somente
delírio
e ela dorme
e ela sonha
sem dormir
ela sonha
nao dorme
insônia
palpável
insônia
tátil
ela toca
o rosto
do sonho
lá longe
o sono
na mente
demente
ela mente
deseja
sente
senta
insensata

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Perdição


O gozo final
que é o começo
do sentimento
sem nome...
o que é importante
e inesquecível
não necessita denominação
e, sim, de coração
que bata em sincronia
com o desejo
te sinto
sentes?
te escuto no silêncio
ouves
?
te vejo na escuridão
enxergas?

arrepio ao teu toque
percebes
?
te tenho nas mãos
quero te perder o ar
te jogar no mar
te voar no céu
da minha boca
te sorver inteiro
e te respirar
perdição...
ah, adoro me perder
e não mais
me encontrar...