Versos Que Não Fiz

sábado, 18 de junho de 2011

(In) Tranquila Paz de (Poe)' amar


Paciência e tranquilidade, por favor, me abracem... ( Flávia Braun )

Ok,abracem-na...mas façam,tão-bem,gostosas cócegas...que um tempero de (im)paciência e (in)tranquilidade dá charme-encanto-vida...( Leonardo Zaqueu )

É verdade... tempero à base de frio na barriga e sonhos na cabeça. ( Flávia Braun)

Friozinho na barriga,uma gestação de si...cabeça existe mesmo é para se rechear com e em sonhos.( Leonardo Zaqueu )

E sonhos existem pra que saibamos viver acordados em paz. Gestando alegrias, amores....mesmo que no percalço surjam dores...( Flávia Braun)

A-cor-dados e grávidos...gostoseamos a lida das inevitáveis dores de amar.( Leonardo Zaqueu )

Dores de amores são como flores que logo voltam a colo-rir ... ( Flávia Braun )

Colo-rir,colo-chorar,colo-almar...ser-colo...às vezes de perto,às vezes de longe...às vezes de corpo,às vezes de poesia. ( Leonardo Zaqueu )

Poesia acarinha, é como um afago. E o colo, nesses momentos, vem da alma e do coração do poeta: à si mesmo, e aos outros. É troca. (Flávia Braun )

T(r)ocarmo-nos palavras-afetos,sabores-saberes...é religião-vida-arte...beleza é terapia...a(L)mizade. (Leonardo Zaqueu )

Terapia mais bela não conheço... t(r)oquemos melodias conjuntas de verso-pássaro-canção. Essas chegam direto ao coração. ( Flávia Braun )

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Dueto poético que tive o prazer de realizar com o meu novo poet'amigo Leonardo Zaqueu , o @Leozaqueu do twitter ( grande poeta! )

À Espera


te espero
a hora que for
te escuto
mesmo estando longe
teus olhos
iluminam meu caminho
mesmo que na memória
estás junto de mim
aguardando estou
ansiosa
por este depois
que já me encanta
antes de existir...
aqui dentro
já palpita
o coração que pulsa em ti


quarta-feira, 15 de junho de 2011

Sintonia...


menino mistério
homem enigmático
sorriso tão belo
olhar verdadeiro
expressão de paz
que feliz me faz
me deixa entrar
nesse mundo teu
mágico momento
do encontro inaugural
do primeiro abraço
ternura que sinto
e não quero perder
sintonia incidente
que aparece de repente
e não sai da minha mente...

terça-feira, 14 de junho de 2011

O dom da palavra


A palavra, desperta do seu sono,
brinca de emocionar
a quem escreve, a quem lê.
Faz vibrar todos os sentidos
como melodia que encanta
o paladar
Quase é possível palpar...
Palavra é como borboleta
tem asas
vive de liberdade...
Magia da escrita
impressa no olhar
A palavra imagina
o olho de quem a lê
Ela é sábia,
a todos conduz...
Faz voar, transbordar
Levitar.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Meus Eus...



O que essa mulher quer é se entender.
Compreender seus tantos eus.
Em paz.
Um eu vai, um eu volta, várias de mim se enrolam
e tropeçam em meus próprios pés.
Passos descompassados.
Meus pés, minhas pegadas, me deixam pra trás.
Olho, e não estou mais lá...
E eu vivo batendo à minha porta,
tentando me encontrar.
Onde moro
?
Que espaço me contém
?
Em que alma habito?

Entender quem ela é, quem são, quem somos...
Eu sou várias de mim, que nem mesmo conheço...



sábado, 11 de junho de 2011

Hai Kai - Fragmentos





Folhas secas / dançando ao vento / suave lamento




O mar quando suspira / provoca ondas / de versos azuis




Granizo na rua / o meu corpo esfria / teu beijo é cura





Ondas são sopros /que refrescam a alma /do pássaro poeta




quarta-feira, 8 de junho de 2011

Poema Incerto



Vazia tela
Branco papel
Incerta ideia
Enevoado alvo
Sombria noite
Nublado dia
Camuflado verso
Chegou ao inverso
Fugaz poema
Escapa da mão
Faz morada
Na tresloucada
Imaginação

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Ebulição


O vento balança
meus cabelos
Sinto teu beijo
em brisa
Levando-me
ao alcançe
dos teus abraços
me enlaça
enfeitiça
me atiça...
me busca
me encontra
me aperta
em teus braços
e de ti
não me quero perder
quero não me achar
me deixar lá
no teu corpo
no teu cheiro
no teu labirinto
nas esquinas
de tuas entranhas
nas janelas
dos teus olhos
ávidos por morrer
de paixão
e, assim, bem se morre
se vive,
ressuscita,
no corpo habita
e, na correnteza
da saliva, se acaba...
se acha
línguas cruzadas
linhas da vida
teias emaranhadas
nos prendemos aqui:
no instante
da mágica sedução
seduzimo-nos
com palavras,
com versos,
com vírgulas,
reticências
nunca ponto final...
seduzimo-nos
com olhos
com bocas
com sorrisos
com suspiros
respiração
ofegante
suplicante
incendiária...
me queimo em ti
acende-se em mim
ebulição...

O Verso Pede Liberdade


o verso pede liberdade
ouço a súplica:
'deixe-me ser
da maneira que sei
faz-me voar
na imaginação
quero assim viver'
palavra quer passagem
nas avenidas do branco papel
quer ser impalpável
quer ser indomável
e ele foge
o verso corre
contra a correnteza
mar de letras-surpresa
ah! regras, malditas regras
aqui nao se encaixam
deixem-no !
ser o que bem entender
ser o que nao se entende
ser o que, dentro, se sente
eis meu verso
eis meu poema
liberdade aclamada e concedida
assim ele se faz
na medida
do sorriso
da criança que o leva
com carinho
pela mão

segunda-feira, 18 de abril de 2011

As Estações


Coisas da natureza

Quanta beleza

Dividir o tempo em estações

Multiplicar a vida em emoções

Unir os quatro cantos da Terra

Na mais linda tela de versos

Nos mais variados tons impressos

Nas páginas dessas árvores

Nas ondas desse céu

Nas nuvens desse mar

A paleta de flores do artista

Pinta um jardim à la Monet

E todos ficam extasiados

Com a lindeza que se vê

Ah! Não se sabe o que escolher:

Primavera, verão

Outono ou inverno

Tudo é brisa que se sente

Tudo é chuva que se molha

Tudo é calor que se aquece

Tudo é frio que se abraça

E lá do céu Ele sorri

Feliz com o presente que nos concedeu




sábado, 16 de abril de 2011

Alvo teu


enfim,
vieste
por fim,
chegaste
faz
de minha
alva tez
certeiro
alvo teu
o punhal
que lanças
me beija
o peito
e sabe
perfurar
sem ferir
só o que faz
é unir
tua intenção
e o corpo meu
são
insano
sedento
alvo
coração

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Delírios da noite




na noite
ela acorda
ela grita
ela xinga
ela chora
ela emudece
ela sente
profundamente
sente na pele
sente no olhar
sente na boca
o gosto
na cabeça
a lembrança
na mente
demente
semente
ele mente
somente
delírio
e ela dorme
e ela sonha
sem dormir
ela sonha
nao dorme
insônia
palpável
insônia
tátil
ela toca
o rosto
do sonho
lá longe
o sono
na mente
demente
ela mente
deseja
sente
senta
insensata

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Perdição


O gozo final
que é o começo
do sentimento
sem nome...
o que é importante
e inesquecível
não necessita denominação
e, sim, de coração
que bata em sincronia
com o desejo
te sinto
sentes?
te escuto no silêncio
ouves
?
te vejo na escuridão
enxergas?

arrepio ao teu toque
percebes
?
te tenho nas mãos
quero te perder o ar
te jogar no mar
te voar no céu
da minha boca
te sorver inteiro
e te respirar
perdição...
ah, adoro me perder
e não mais
me encontrar...



domingo, 27 de março de 2011

Juntos na poesia


eu nua, tua, lua
feixe de luz
janela entreaberta
daqui, vejo estrelas
sinto arrepios
foram-se as lonjuras
és verdade
na poesia
aqui estamos
juntos na paixão
corpos sem distância
vozes em silêncio
nos nossos ouvidos
ecoam sons dos ventos
brisa que nos une
palavras que denunciam
olhares que não disfarçam
entregamo-nos, enfim,
à emoção
sentimentos
que não sabemos decifrar
pairam no ar
beijos que embriagam
e tiram o ar
sem nos sufocar

domingo, 20 de março de 2011

Pele



tecido de seda

que reveste meus sonhos

folha de papel

à espera da escrita perfeita

alva anatomia

que anseia tua cor

escreve-me com teus dedos

deixa em mim tua marca

maquia-me de amor

colore-me sem pudor

que a pele arrepia

que a pele sussurra

que a pele aquece...

transforma-te

em rija tatuagem

e, em mim,

eterniza...








sexta-feira, 18 de março de 2011

Pernas pro ar


o mundo de pernas pro ar
que loucura
que agonia
e eu feliz a dançar
voando como beija-flor
levitando feito pluma
em minha desejada alforria
tudo no seu devido lugar
a Terra girando
a lua sorrindo
poeta partindo
pra vida abraçar

quinta-feira, 17 de março de 2011

Encontro no Verso


Te encontro no verso,
no auge da minha criação.
Te vejo nas linhas escritas,
te sinto na palma da mão.
Teu cheiro na folha branca
do poema-coração.
Pássaro voando no ar
na poesia, na imaginação.
Mesmo não estando ao meu lado,
estás dentro.
Tenho em mim muito de ti.
Em minhas linhas te jogo
e viro ao avesso.
Te desnudo, te beijo,
te sussurro versando.
Letras são pontes de união...

terça-feira, 15 de março de 2011

Criação


corpo, carne, coração
criação somos
carma que nos leva
calma que nos foge
canto que eterniza
criança que nos nina
mãe natureza que acarinha
trazendo novamente
paz e harmonia
e, assim, vamos
de onde surgimos,
retornamos
e, além, voamos...

segunda-feira, 14 de março de 2011

Nascimento



Nas raízes que vejo no chão
Emergindo versos em folhas vivas
Sinto o cheiro suave da criação
Transpondo sentimentos que cá dentro abrigo
Que correm em minhas veias
Como seiva em árvore de amor
Que banham minha pele
Como chuva perfumada de verão
Gestando letras
Parindo versos
Aninhando poemas
Ninando filho tão desejado
Vendo crescer a poesia
Frente aos meus olhos marejados
De lágrimas de amor pela cria
De gotas de pétala alegria
Choro lascívia gozo euforia
Enfim, nasceste:
Minha tão desejada poesia!

segunda-feira, 7 de março de 2011

Para um anjo com asas de cristal

Vou postar aqui, com um pouco de atraso, o lindo presente de aniversário que ganhei da @dullim, minha amiga querida ( o aníver foi no dia 21 de fevereiro ), que muito me emocionou e me deixou feliz. Aí Vai:




Para um Anjo com Asas de Cristal ( por Dulce Miller )




Ventava muito naquele dia
mas medo, ela não tinha
nasceu do vento, era parte dele
era como um amante
como um prenúncio de liberdade

Aliás, ela deveria ter nascido com asas
para com o vento voar,
mas como, se é um ser humano disfarçado de anjo?
Uma pena, pois só os privilegiados
podem ver suas asas do mais puro cristal.

Asas reveladas no sorriso de criança
na maneira de falar com tanta pressa, dispersa...
Asas que estão no olhar de menina romântica
que estão na alma que não cansa do silêncio que canta.

Tudo culpa do vento, que toma todo seu tempo...

Não, ela não sabe voar com o vento
mas alça vôos imensos através das palavras
das entrelinhas, das reticências, das adjacências do amor,
nas causas da dor.

Tudo está onde deveria estar, tudo no seu devido lugar
e mesmo que ela ainda não saiba, não precisa voar,
pois tem o vento no seu tempo de dentro.

Na escuridão da noite,
no brilho das estrelas, na magia da lua
ela é anjo, ela é catavento, ela é farol,
faça chuva ou faça sol.

(Meu Poema para Flávia Braun)