segunda-feira, 6 de junho de 2011

O Verso Pede Liberdade


o verso pede liberdade
ouço a súplica:
'deixe-me ser
da maneira que sei
faz-me voar
na imaginação
quero assim viver'
palavra quer passagem
nas avenidas do branco papel
quer ser impalpável
quer ser indomável
e ele foge
o verso corre
contra a correnteza
mar de letras-surpresa
ah! regras, malditas regras
aqui nao se encaixam
deixem-no !
ser o que bem entender
ser o que nao se entende
ser o que, dentro, se sente
eis meu verso
eis meu poema
liberdade aclamada e concedida
assim ele se faz
na medida
do sorriso
da criança que o leva
com carinho
pela mão

4 comentários:

Poeta da Colina disse...

É preciso abrir mão da segurança.

Cristiano Melo disse...

E que assim seja! Este é um dos melhores poemas que já li de ti! Poderia ser uma espécie de hino aos versos brancos. Adorei, simplesmente adorei. Este há de ser publicado em livro. Beijos

Flávia Braun disse...

Cris querido, como adoro teus comentários!!
E muito obrigado por esse, em especial.
Que assim seja!!
beijos!

Camila Passatuto disse...

Fazia um bom tempo que eu não passava por aqui.