terça-feira, 11 de janeiro de 2011

INCERTEZAS


Tem dias em que me sinto assim, sem saber o que sou e onde anda meu pensamento.
Também não sei pra onde estou seguindo, e onde devo chegar.
As idéias fogem, não sabendo o que é sim e o que é não.
O que me era certeza escapa por entre os dedos...
Mas a penumbra passa e volto a enxergar o sol tímido no céu invernal.
Porque por mais escuro que o céu esteja, lá sempre haverão estrelas.
Mesmo não as enxergando, elas existem.
Na nossa caminhada devemos estar prontos pra superar os percalços, transpor barreiras.
Barreiras essas que nos fazem , às vezes, perder as esperanças.
Mas não desisto. Quero muito acreditar nisso. Quero e posso.
A sinuosidade da estrada não a torna intransponível, apenas exige mais cautela.
As incertezas da vida são inevitáveis .... tudo é passível de mudança, a qualquer momento.
O segredo é aprender a se proteger dos possíveis golpes que surgirão, uma hora ou outra.
Manter a mente focada, a fé na beleza da vida ( mesmo que esta esteja escondidinha lá em algum momento que não se sabe quando surgirá ), e seguir adiante nos objetivos.
E sonhar sempre!
Mas sonhar acreditando que tudo é possível, que o sonho pode, num estalar de dedos, transformar-se na mais louca e deliciosa realidade.
Prefiro o incerto, que me acelera o coração e faz os olhos brilharem, ao certo ( ei, pera lá, existe certo e errado ? ), que dá uma sensação de vida pela metade, morna. Aprendi isso, depois de muito quebrar a cara ... depois de deixar de fazer escolhas por medo de errar. Medo de perder o "porto seguro", que, no final das contas, mostrou-se mais incerto que a outra opção que tivera naquele momento.
O nosso porto seguro somos nós mesmos e nossa paz interior. Não está fora de nós.
Portanto, acho que a gente deve sempre arriscar. Quem não arrisca, corre o risco de não viver. De viver pela metade, sobreviver, ser um barquinho ao relento.
Claro que pra isso é preciso ter coragem. E isso a gente aprende com a vida ( assim espero...).
Só quero viver sem a sensação de ter deixado de tentar, de ter sido covarde. Não quero deitar no travesseiro com aquela inquietude que pode acarretar o fato de não ter tentado.
Incerto por incerto, quero mais é viver!


P.S.: sei lá, só um desabafo...

6 comentários:

Bruna disse...

Gostei do "desabafo", Flavitcha!!!

Me reconheci em muitas de suas palavras. Há coisas que a gente precisa viver pra saber... Até pra, depois, quem sabe, se arrepender. Se vai dar certo ou errado? Só VIVENDO pra descobrir. É com esse pensamento que procuro dar rumo as minhas escolhas... Assumir riscos pode, muitas vezes, até nos custar preços altos na vida, guria.... Mas não é maior do que seria o preço de viver uma vida-de-planta!!! Não combina com a gente... Eu prefiro dar a cara (a tapas?), sempre.

Beijos de alma!

Canteiro Pessoal disse...

Flávia, belo teu cantinho!

Abraços

Priscila Cáliga

Danilo MM disse...

Tem dias que nos deixamos, o corpo se carrega pelos lugares, é preciso ir conversar com a paz. E não há tempo perdido, certo ou errado. No fim é sempre viver, é colocar tudo que és no próximo passo.

simone disse...

Vou colocar a trilha sonora que vai nessa colher da chefe...

Muito deslumbrante.

Beijos

Suzana Martins disse...

E em silêncio absorvo as suas palavras como se fossem minhas!!

Beijos linda

Tatiana Kielberman disse...

Hey, Flavinha!!

Amei o seu desabafo e pode ter certeza de que me vi completamente nele!

As incertezas existem, na minha opinião, por nos fortalecer e nos tornar seres questionadores... incontentes com a rotina!

Que bom que é assim!

Beijos, amada!