domingo, 7 de novembro de 2010

NA PRATELEIRA


Amor não se encontra em nenhuma prateleira ... nenhuma.
Amor, carinho, afeto, amizade....
Tudo só se encontra em fórmula original.
Genéricos não existem.
Não podemos aceitar um amor incompleto, sem registro, genérico.
Eu não aceito. Não quero assim.
Também não sei amar pela metade, amar sem me doar.
Não sei.
Ficar na prateleira de alguém, em algum lugar ... quero não, obrigada.
Assim como também não quero guardar ninguém desse jeito.
Na prateleira guardo meus livros, meus cds, meus porta-retratos, meus bichinhos de pelúcia.
A única opção que quero pra mim é a exclusividade, em se tratando de amor.
Amor verdadeiro.
Amor que liberta, que faz a felicidade do ser amado.
Nos traz alegria o sorriso e a realização do outro.
Amar completo, amar de corpo e alma.
Também quero oferecer exclusividade, sem parcimônia.
Com muita certeza e intensidade.
Reciprocidade - irrestrita, com entrega.
Isso que desejo.
Sim, eu sonho. E muito..
Mas sei que isso é possível, sem dúvida.
Pode ser meio utópico, eu sei.
Afinal, quando nos apaixonamos ( a bendita e avassaladora paixão ) nos tornamos suscetíveis a ir visitar uma prateleira ou outra...
Já estive em preteleiras, já coloquei algumas pessoas lá.
Mas não quero isso pra mim.
E sigo nesta jornada.
Eterna busca minha.
Te encontrar, onde estiveres ...
E sei que não estás em nenhuma prateleira ...

( pode parecer piegas, mas é tão verdadeiro )




2 comentários:

Bruna disse...

Piegas??? Só se for pra quem gosta de ser prateleira... rsrsrs

Eu adoro metáforas... Porque elas me ajudam a entender melhor a vida. E, nas sua essência de poeta, então... AMEI!

Escreve sempre, Flavitcha querida!

Beijos aos milhões!

Tatiana Kielberman disse...

Nada piegas, nada comum... Puramente verdadeiro!!

Prateleira e estepe, estou fora!!

Temos mais é que promover a auto-valorização!

Adorei, querida! Ótimo clima para iniciar a semana...

Beijos pra você!