enfim, vieste por fim, chegaste faz de minha alva tez certeiro alvo teu o punhal que lanças me beija o peito e sabe perfurar sem ferir só o que faz é unir tua intenção e o corpo meu são insano sedento alvo coração
ela xinga ela chora ela emudece ela sente profundamente sente na pele sente no olhar sente na boca o gosto na cabeça a lembrança na mente demente semente ele mente somente delírio e ela dorme e ela sonha sem dormir ela sonha nao dorme insônia palpável insônia tátil ela toca o rosto do sonho lá longe o sono na mente demente ela mente deseja sente senta insensata só
O gozo final que é o começo do sentimento sem nome... o que é importante e inesquecível não necessita denominação e, sim, de coração que bata em sincronia com o desejo te sinto sentes? te escuto no silêncio ouves? te vejo na escuridão enxergas? arrepio ao teu toque percebes? te tenho nas mãos quero te perder o ar te jogar no mar te voar no céu da minha boca te sorver inteiro e te respirar perdição... ah, adoro me perder e não mais me encontrar...
eu nua, tua, lua feixe de luz janela entreaberta daqui, vejo estrelas sinto arrepios foram-se as lonjuras és verdade na poesia aqui estamos juntos na paixão corpos sem distância vozes em silêncio nos nossos ouvidos ecoam sons dos ventos brisa que nos une palavras que denunciam olhares que não disfarçam entregamo-nos, enfim, à emoção sentimentos que não sabemos decifrar pairam no ar beijos que embriagam e tiram o ar sem nos sufocar
o mundo de pernas pro ar que loucura que agonia e eu feliz a dançar voando como beija-flor levitando feito pluma em minha desejada alforria tudo no seu devido lugar a Terra girando a lua sorrindo poeta partindo pra vida abraçar
Te encontro no verso, no auge da minha criação. Te vejo nas linhas escritas, te sinto na palma da mão. Teu cheiro na folha branca do poema-coração. Pássaro voando no ar na poesia, na imaginação. Mesmo não estando ao meu lado, estás dentro. Tenho em mim muito de ti. Em minhas linhas te jogo e viro ao avesso. Te desnudo, te beijo, te sussurro versando. Letras são pontes de união...
corpo, carne, coração criação somos carma que nos leva calma que nos foge canto que eterniza criança que nos nina mãe natureza que acarinha trazendo novamente paz e harmonia e, assim, vamos de onde surgimos, retornamos e, além, voamos...
Nas raízes que vejo no chão Emergindo versos em folhas vivas Sinto o cheiro suave da criação Transpondo sentimentos que cá dentro abrigo Que correm em minhas veias Como seiva em árvore de amor Que banham minha pele Como chuva perfumada de verão Gestando letras Parindo versos Aninhando poemas Ninando filho tão desejado Vendo crescer a poesia Frente aos meus olhos marejados De lágrimas de amor pela cria De gotas de pétala alegria Choro lascívia gozo euforia Enfim, nasceste: Minha tão desejada poesia!
Vou postar aqui, com um pouco de atraso, o lindo presente de aniversário que ganhei da @dullim, minha amiga querida ( o aníver foi no dia 21 de fevereiro ), que muito me emocionou e me deixou feliz. Aí Vai:
Para um Anjo com Asas de Cristal ( por Dulce Miller )
Ventava muito naquele dia
mas medo, ela não tinha
nasceu do vento, era parte dele
era como um amante
como um prenúncio de liberdade
Aliás, ela deveria ter nascido com asas
para com o vento voar,
mas como, se é um ser humano disfarçado de anjo?
Uma pena, pois só os privilegiados
podem ver suas asas do mais puro cristal.
Asas reveladas no sorriso de criança
na maneira de falar com tanta pressa, dispersa...
Asas que estão no olhar de menina romântica
que estão na alma que não cansa do silêncio que canta.
Tudo culpa do vento, que toma todo seu tempo...
Não, ela não sabe voar com o vento
mas alça vôos imensos através das palavras
das entrelinhas, das reticências, das adjacências do amor,
nas causas da dor.
Tudo está onde deveria estar, tudo no seu devido lugar
e mesmo que ela ainda não saiba, não precisa voar,
Meio dia outro lado da meia noite Moeda do tempo Cara e coroa Jogam-se os dados Destinos ou acasos Tempo transpassa Vento assopra Ouvidos de temporal Meia verdade Meia metade Meia vontade Completo torpor Vendaval interior Tic tac sem parar Assombrando mente insana À procura de resposta Avião sem rumo Barco sem proa Vida sem prumo Segue a deriva Tic tac tic tac Seguem os ponteiros Meio dia Meia noite Dia inteiro Noite vazia
quero andar pela rua, sem rumo certo, dobrar a esquina, desenrolar minha vida ... quero saber em que chão pisar e em que hora saltar... quero andar na areia, mergulhar no mar subir no azul do teu céu orbitar certeiro sistema solar quero olhar nesses olhos teus olhos teu olhar sem parar, até levitar sentir o sangue ferver a pele arrepiar o corpo tremer te lembrar me excita me deixa louca me faz viajar teu beijo teu olhar tua mão meu seio minha cintura meu quadril clamam por ti, teu toque, tua boca não tem como negar te quero, te sonho te sinto e sei que não vais escapar... esteja onde estiver com quem for qual boca beijar aqui estarás comigo corpo mente coração assim como o mundo gira vais voltar pro meu abraço me encaixar no teu corpo me levar contigo pra vida voar imensidão paz e tesão é.. te sonho e te tornarei real...
Vamos amor, sair esta noite Vamos mostrar ao mundo o nosso show Nossa louca vida de pecados Bandida e cheia de amor Vem comigo, te veste a rigor Vem comigo, quero teu sabor
Na balada embalada neon Quero dançar até o sol raiar Vem dançar , vem me amar Vamos acertar o ritmo e o tom
Vesti minha saia mais rodada Pra me enredar em teus braços Vesti minha meia arrastão Pra te carregar e levar pela mão Despi meus medos e traumas Pra me embriagar no calor dessa noite
Nessa linda noite estrelada Vamos andar pela rua deserta Vamos amor, vamos ... Descobrir do que é feita a lua Encontrar a loucura incerta Tira a roupa, que já estou nua... Toda tua...toda tua...
Na balada embalada neon Quero dançar até o sol raiar Vem dançar , vem me amar Vamos acertar no ritmo e no tom
( viajei um pouquinho escrevendo um texto meio musical... que tal , Vanluchi ? kkkkk )
Tudo o que se vê, tudo o que se escuta Tudo o que se cheira e sente Tudo vira verso, nas mãos do poeta Versejar é preciso! Versei. Voei...
Inventar verbos, dedilhar palavras esquecidas Trilhar rumos incertos Viajar nas curvas do poema Tudo é poesia. Versei. Pulei...
Trajar véus de letras em tons coloridos Despi-los e usar a alva pele como manto Vestir, pintar, despir, descolorir Tudo é poesia. Versei. Arremessei...
Sonhar a vida e não temer a morte Aceitar o tempo, beijar sua mão Gozar do instante, ser breve infinito Tudo é poesia. Versei. Flutuei...
Lágrimasde pétala Perfumes de solidão Raios de chuva Pingos de sol Gotas de letras Palavras de mar Visões de silêncio Gritos de olhar Passos de verso Rimas de dança Choros de árvore Folhas de criança Beijos de pele Toques de amor Ritmos de coito Gozos de samba Sossegos de medo Desesperos de paz