Mas existe o amor platônico. Que é amor solitário, amor de uma via, uma mão só. É, então, amor verdadeiro ? É verdadeiro porque é sentido, vivido. Mesmo que seja em sonho, vem do peito, dá nó na garganta. Não é o ideal. É unilateral. Uma entrega, às vezes, fatal. Bom mesmo é o amor dividido, sentimento repartido, de dupla via, que vem e que vai. Que completa dois corações. Dois corações completos, repletos, tornam-se um só. Isso é o amor verdadeiro, de razão de viver. De enlouquecer. De enternecer. Voar com duas asas, em uma só direção, com uma só intenção: Viver de amor e de paz. Sonhar o mesmo sonho, sem querer acordar, e, no final, entender que acordados o mundo é ainda mais pleno e bonito. É amor infinito. Juntos a força se multiplica, o desejo se soma, o medo se divide , a tristeza se subtrai. O Amor só eterniza. Os caminhos encurtam, as vias se abrem, os mares acalmam, os ventos sussurram. Juntos. A natureza agradece, ao amor: tudo floresce, tudo se colore, tudo se perfuma , se enche de vida. E os céus nos dizem: Amem-se, humanos. Amantes, se entreguem. Deixem a lua guia-los, as estrelas iluminá-los, os anjos abençoar-lhes. E então, os antigos amantes platônicos se encontraram. E viveram a mais bela historia de encontro de corpo e alma, de sonho realizado.
Não adianta disfarçar Deixar o tempo passar O coração camuflar A quem queres enganar ?
Nem pense em fugir Tentar se distrair Em outros braços partir O que queres sentir ?
Pra que esse sofrer Se a mim queres ter Se teu corpo abriga meu ser E de nada vale esquecer ?
Teu destino é me amar Tua boca me beijar Tua mão me tocar Teu corpo no meu habitar..
Você sempre volta, Eu sei...
Somos pra sempre um do outro Imortais almas amantes Corpos que morrem se sonhando Olhos que nunca se perdem Cheiros que se misturam Pra originar o néctar sagrado Desse nosso amor errante... Errante que é o ideal, O imortal, O irracional, sentimental , monumental Esse amor.
Nunca te vi e sempre te amei.Pra sempre. Pra sempre te busquei, no passado do futuro do presente. O presente desse instante Do eterno sentimento que me invade. Desde nunca mais te tirarei do pensamento. Pra sempre o infinito aconteceu. O futuro que busquei no passado é hoje o presente eterno. Efêmera é apenas a idéia de pensar não te amar. Não sei mais não sentir. Um instante, um minuto, um segundo. Uma vida se vive assim. O eterno é interno e tão terno. Terno. Interno. Tenro. Tenso. Intenso. Tensão. Tesão. Com você no pensamento. Nos ouvidos. No coração. Sem ilusão: o eterno é o agora. É intenso e imenso. Agora. Te tenho agora pra sempre No futuro do meu presente.
Sem sintonia , ela ia pra onde , só Deus sabia... quecaminho incerto essa menina traçava com suas tranças suas andanças navegava em mares voava nos ares pulava dos andares sem direção que nada! flutuava na areia puro sangue nas veias entremeada na teia teia... areia.... veia... meia... ceia.... inteira ela era sereia ... e nadava nos mares naufragava amores... se encontrava nas dores se escondia nas flores e vivia sem cores... na busca do querer tecer amanhecer viver e morrer renascer das cinzas cruzar as linhas da vida horizonte outrora perdido agora a sereia corre na areia vira menina nasce outra vez... e assim passa os dias correndo pelos jardins a menina-sereia que agora brinca de ser criança com suas tranças se faz rapunzel e nenhum outro amor ela irá naufragar quando ao mar voltar... porque ao renascer lua nova se fez se fez borboleta a ninfeta do amor viveu tão intensa se fez sempre imensa pequena que foi a lua na areia anunciava a sereia de novo no mar e ela foi se afastando e de novo , nadando nesse mar que era seu nada mais a detia, destemida ela ia de volta ao seu lar alcançar seu infinito adentrar sua alma sua sede de amar
E o poder do silêncio é infinito.. É de total força Uma força que nos faz entender da forma mais intensa. O silêncio nos alimenta a alma. E nos faz bradar com o coração. O coração que entende o silêncio e suas entrelinhas... Muita coisa se diz, no silêncio. O silêncio nunca cala. É ... o silêncio gosta de vestir-se de belas palavras, vez por outra ... Palavras delicadas... que emolduram o seu corpo sinuoso.... Agora ele está com cores... A cor depende de quem o vislumbra... Cada um veste seu silêncio da maneira que quer. E assim, na calada da noite , o silêncio se insinua e dança uma bela melodia, Vestido com lindos véus , pra minha surpresa... E eu danço com ele.... Essa música que me encanta. E a cena, é linda: o Silêncio, com belos véus, me levando com ele... Me visto de sons Ele me faz deslizar com seus movimentos cheios de malícia Uma delícia Essa dança E vamos juntos noite a fora, Emoldurados pelas estrelas, Dançando e echendo o vazio de sons, movimentos, Do corpo, dos véus coloridos Balançando ao vento Me transformo, nos transformamos, em um só Um corpo despido, dançando no quarto escuro, Iluminado apenas pelo que vem da janela, pela lua e as estrelas E danço, agora, com os véus... Os véus são meus, fazem parte de meu corpo Ao sabor dos ventos... E tudo se torna uma mágica canção Que vêm de dentro, do coração Canto pra celebrar a alegria que me invade E a dança com o silêncio Me traz de encontro às palavras, ao mundo, à vida.
Você pode não acreditar, mas é verdade: muitos anos atrás a terra era um jardim maravilhoso. É que os anjos, ajudados pelos elefantes, regavam tudo, com regadores cheios de água que eles tiravam das nuvens. Esta era a sua primeira tarefa, todo dia. Se esquecessem, todas as plantas morreriam, secas, estorricadas... Para que isso não acontecesse, Deus chamou o galo e lhe disse: - Galo, logo que o sol aparecer, bem cedinho, trate de cantar bem alto para que os anjos e os elefantes acordem... E é por isto que, ainda hoje, os galos cantam de manhã...
Flores havia aos milhares. Todas eram lindas. Mas, infelizmente, todas elas eram igualmente vaidosas e cada uma pensava ser a mais bela. E, exibindo as suas pétalas, umas para as outras, elas se perguntavam, sem parar: - Não sou a mais linda de todas? Até pareciam a madrasta da Branca de Neve. Por causa da vaidade, nenhuma delas ouvia o que as outras diziam e nem percebiam que todas eram igualmente belas. Por isso, todas ficavam sem resposta. E eram, assim, belas e infelizes. No meio de tanta beleza infeliz, entretanto, certo dia uma coisa inesperada aconteceu. Uma florinha, que estava crescendo dentro de um botão, e que deveria ser igualmente bela e infeliz, cortou uma de suas pétalas num espinho, ao nascer. A florinha nem ligou e vivia muito feliz com sua pétala partida. Ela não doía. Era uma pétala macia. Era amiga.
Até que ela começou a notar que as outras flores a olhavam com olhos espantados. E percebeu, então, que era diferente. - Por que é que as outras flores me olham assim, papai, com tanto espanto, olhos tão fixos na minha pétala...? - Por que será? Que é que você acha?, perguntou o pai.
Na verdade, ele bem sabia de tudo. Mas ele não queria dizer. Queria que a florinha tivesse coragem para olhar para as vaidosas e amar a sua pétala.
- Acho que é porque eu sou meio esquisita..., a florinha respondeu.
E ela foi ficando triste, triste... Não por causa da sua pétala rachada, mas por causa dos olhos das outras flores.
- Já estou cansada de explicar. Eu nasci assim... Mas elas perguntam, perguntam, perguntam...
Até que ela chorou. Coisa que nunca tinha acontecido com as flores belas e infelizes. A terra levou um susto quando sentiu o pingo de uma lágrima quente, porque as outras flores não choravam. E ela chamou a árvore e lhe contou baixinho: - A florinha está chorando. E a terra chorou também.
A árvore chamou os pássaros e lhes contou o que estava acontecendo. E, enquanto falava, foi murchando, esticando seus galhos num longo lamento, e continua a chorar até hoje, à beira dos rios e dos lagos, aquela árvore triste que tem o nome de chorão. E das pontas dos seus galhos correram as lágrimas que se transformaram num fiozinho de água...
Os pássaros voaram até as nuvens. - Nuvens, a florinha está chorando.
E choraram lágrimas que se transformaram em pingos de chuva... As nuvens choraram também, juntando-se aos pássaros numa chuva enorme, choro do céu. As lágrimas das nuvens molharam as camisolas dos anjinhos que brincavam no céu macio. E quiseram saber o que estava acontecendo. E quando souberam que a florinha estava chorando, choraram também...
E Deus, que era uma flor, começou a chorar também. E a sua dor foi tão grande que, devagarinho, como se fosse espinho, ela foi cortando uma de suas pétalas.
E Deus ficou tal e qual a florinha.
E aquele choro todo, da terra, das árvores, dos pássaros, dos anjos, de Deus, virou chuva, como nunca havia caído. O sol, sempre amigo e brincalhão, não agüentou ver tanta tristeza. Chorou também. E a sua boca triste virou o arco-íris...
E as chuvas viraram rios e os rios viraram mares. Nos rios nasceram peixes pequenos. Nos mares apareceram os peixes grandes. A florinha abriu os olhos e se espantou com todo aquele reboliço. Nunca pensou que fosse tão querida. E a sua tristeza foi virando, lá dentro, uma espécie de cócega no coração, e sua boca se entortou para cima, num riso gostoso...
E foi então que aconteceu o milagre. As flores belas e infelizes não tinham perfume, porque nunca riam. Quando a florinha sorriu, pela primeira vez, o perfume bom da flor apareceu. O perfume é o sorriso da flor. E o perfume foi chamando bichos e mais bichos... Vieram as abelhas... Vieram os beija-flores... Vieram as borboletas... Vieram as crianças. Um a um, beijaram a única flor perfumada, a flor que sabia sorrir. E sentiram, pela primeira vez, que a florinha, lá dentro do seu sorriso, era doce, virava mel...
Esta é a estória do nascimento da alegria.
De como a tristeza saiu do choro, do choro surgiu o riso e o riso virou perfume. A florinha não se esqueceu de sua pétala partida. Só que, deste dia em diante, ela não mais sofria ao olhar para ela, mas a agradava, como boa amiga. Quanto aos regadores dos anjos, nunca mais foram usados. De vez em quando, olhando para as nuvens, a gente vê um deles, guardado lá dentro, já velho e coberto de teias de aranha... Enquanto a florinha de pétala partida estiver neste mundo, a chuva continuará a cair e o brinquedo de roda em volta do seu sorriso e do seu perfume não terá fim...
( Achei tão lindo que precisei postar isso aqui no Blog . Obrigada, querida Bruna Crespo !!!! )...
FELICIDADE CHEGA ASSIM COMO UM VENDAVAL TE ESCABELA TE ENCHE DE AR TE FAZ DELIRAR DE TANTO SORRIR DE TANTO SENTIR TE ENLOUQUECE AO MESMO TEMPO QUE TRAZ PAZ PLENITUDE INFINITO AMOR FRESCOR SABOR DE LICOR SABOR DE CHOCOLATE SABOR QUE TE MATE DE TANTO QUERER DE TANTO TREMER DE TANTO PULSAR DE TANTO FLUTUAR TE FAZ PÁSSARO TE FAZ FLOR TE FAZ VOAR TE FAZ AMOR...
FELICIDADE TE INVADE SEM PEDIR LICENÇA SEM EXPLICAÇÃO COM PURA PAIXÃO COM ESPERANÇA TE FAZ CRIANÇA TE ENSINA A VIVER!
E a primavera me inspira Como se os pólens entrassem por meus poros Percorressem minhas veias E me transformassem na mais colorida flor.
E eu refloresço na manhã mais ensolarada Aguardando as borboletas que me visitam... E contam seus causos, suas aventuras São criaturas cheias de segredos, as borboletas...
Sugam do meu néctar Levam-me sabe-se lá pra onde... Mas me deixo levar Pelos ventos suaves da primavera...
Desse modo, descubro que floresci E que me espalho pelo mundo... Virei pura natureza, Me transformei: PRIMAVEREI!
Nunca imaginei-me assim, tão flor... Assim com essas pétalas, e esse frescor O perfume suave que me invade E de mim transborda, ao sabor do vento.
Psssssiu , veja .... lá vêm as borboletas Me espalhar pra todo canto Me enchendo de alegria E do mais suave encanto!
Sou feita de silêncios... Que me acompanham com a marcante presença De palavras não ditas, não ouvidas... Mas o não falado é mais forte O não escutado, se torna retumbante Nesse coração tão sofrido...
Sou movida a silêncios... Que me perseguem tal qual vendaval Ecoam em meus tímpanos... Com músicas de força brutal... ( sim... na maioria das vezes, suave como só...)
E o silêncio me cai bem... O observar, me atrai.. O mundo passando à minha frente Como um filme assim... cinema mudo
O silêncio muito que vale Tal qual ouro bruto Quando insiste o velho peito A sentir a saudade desse mundo...
Meu silêncio me acalenta Me protege, me ampara Das armadilhas dessa vida Dos amores que me dóem...
Mas, no final, o silêncio se vai Dando lugar à música que vem d'alma E me percorre todo corpo Me faz flutuar com o vento..
Eu não quero perfeição. Gosto das particularidades e surpresas das imperfeições. Gosto das descobertas, dos encontros, da imaginação. Legal conhecer o outro lado, o lado verdade. O lado humano. Isso, pra mim, é o ideal. Principalmente quando há uma mútua entrega, uma mútua doação, das limitações. Tudo sempre certinho, bem vestidinho, penteadinho.... prefiro a bagunça do mal-acabado. De pegar desprevinido. De ser surpreendido. Aliás, nada melhor do que ser surpreendido: é como reaprender a cada dia a pessoa amada. É como abrir diariamente a janela, e ver a cada amanhecer a mesma paisagem, mas com cores diferentes. Novas e belas nuances. E é assim que eu quero amar. Assim que quero ser amada. Por todos os seres, a todos os seres. Meu mundo vive renascendo, sendo repintado... Como uma grande tela inacabada, uma obra impressionista, que impressiona e se surpreende. Vivo para a intensidade! Não quero nada morno, sem sal. Quero o colorido, o céu azul, o sol, a lua! Assim que quero viver... Sempre aprendendo. Com as surpresas das imperfeições.
Menina-anjo Anjo em forma de gente Gente em forma de flor Ela irradia e transborda amor
Quando sorri o mundo para Pra apreciar aquele espetáculo Da pureza transformada em pessoa Do amor vestido de criança
Seus olhinhos refletem a paz A essência do mais belo do ser humano A inocência do amor sem barreiras Que enfeitiça todos que a observam
Menininha de simpatia nata Da alegria de viver O verdadeiro milagre da vida Esse seu jeitinho meigo de ser
Mariana menina Mariana Mariana, criança abençoada Que Deus nos presenteou com generosidade Tu és o mais belo dos presentes, Como diz teu nome: A Graça Divina.
OBS: pra quem não sabe, a amada Mariana é minha afilhadinha, filha de minha irmã Viviane, e a luz de nossos dias!
A garota gostava de conversar. Gostava muito de contar e ouvir histórias ( mais ainda - estórias). Conversava com seus gatos ( eles a olhavam com tanto amor e atenção ) e eles sempre a entendiam e respondiam. Seus miados eram como carinhos aos ouvidos da moça. Havia uma relação de entrega, de amor sem interesse a não ser a reciprocidade do sentimento. E eles sabiam e sentiam que eram como que um pedaço dela. Ela gostava de conversar com o espelho. O espelho, que refletia aquela imagem tão familiar, lhe dizia tanto, com seu olhar. E ela prestava atenção ao seu silêncio... O silêncio, a compreensão, a respiração, o piscar de olhos. O espelho também entendia ( como ela achava isso estranho...). Seria possível entendê-la? Mas o não entender faz parte. Ela gostava demais de conversar com seus livros, com seus bichinhos de pelúcia, com seus próprios pensamentos. É. Ela conversava com seus pensamentos e lembranças. Amava estar ali, em seu cantinho, seu apartamento, seu quarto, seu mundo, ouvindo suas músicas, entrando de alma naquela atmosfera tão sua. A garota adorava sonhar, lembrar daquelas paisagens e lugares maravilhosos que conhecera e, mais ainda, amava sonhar com os lugares que irá conhecer, com as ruas que irá passar, com os prédios, castelos, catedrais, igrejas, museus, jardins, céus azuis e terras macias com jardins maravilhosos que irá conhecer. O sonho sempre tem grandes chances de se realizar - ela sempre soube disso. Essa garota gosta de escrever, de inventar letrinhas nas páginas em branco. Mas assim, sem compromisso, sem ordem definida, sem metria, sem linearidade. A liberdade se manifesta muito bem nessas horas. Escrever ao relento, no embalo das ondas, nas asas da imaginação. É como o vôo de um pássaro que parte num repente, sobrevoa, e mais tarde pousa. Sem compromisso com o compromisso. É assim que ela é , assim, sem muitas definições. Mas com muita intensidade, muita paixão, muita entrega. Na verdade, a sua entrega é para a sua alma, seus desejos, suas crenças, e, claro, pro amor verdadeiro. Sua entrega é para a VIDA.
Este texto foi, se não me engano, o primeiro que escrevi ( não que tenha escrito tantos assim, mas, enfim ... rsrs ), há mais de 10 anos , acho. Pode parecer um tanto infantil, mas não é... fala muito sobre mim, sobre os caminhos e sonhos que tive desde criança, ao tentar imaginar o que seria quendo "crescesse". Espero que um dia ainda cresça de verdade.....ops, peraí....tão bom ser uma eterna criança, uma eterna apaixonada pelo aprendizado, pelas descobertas...Eis aqui uma ETERNA CRIANÇA confessa!!!
Beijos a todos amigos queridos!
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QUANDO VOCÊ CRESCER
- E você, menina, o que quer ser quando crescer ?
- Precisa dizer ? Ah ! Eu quero ser muitas coisas... Cada vez que penso ( e por que será que me fazem sempre essa pergunta?), alguma coisa muda. Quero ser professora. Professora de criança assim, bem pequenininha. Pra ensinar a ler, a escrever e a desenhar. Mas precisa também ensinar a sonhar... Não! Hoje quero ser um agente secreto! Descobrir um mundo por detrás do que é aparente. Seguir aquela senhora que todo dia leva flores a algum lugar, mas onde? Ah.... Flores! Quero é ser jardineira! Pra plantar flores e colher alegrias. E sempre regar, regar, regar e vê-las crescer... e sorrir! E as árvores que um dia plantarei crescerão e darão saborosos frutos e uma sombra suave, para quem souber apreciar sua companhia... Hum...mas agora, pensando bem, quero ser astronauta! Porque o céu atrai meu olhar como se me chamasse... E as estrelas me contam segredos à noite ( desculpe, não posso revelá-los)... E a lua?? Ahhh....essa é minha grande amiga! Prometi que irei visitá-la e deixar um pouco do perfume dos jasmins que planto em casa. E contarei alguns dos meus segredos ( ela garantiu que saberá guardá-los, também). Enfim...qualquer coisa que eu seja, farei com o coração e escutarei minha intuição...
E essa menina acabou se tornando doutora... quis cuidar das pessoas, ajudá-las, pra que pudessem ter saúde , força e alegria suficientes para sonhar...sonhar...sonhar... assim como ela pra sempre o fez!
A verdadeira amizade é um alimento pr'alma É uma canção de ninar Um aconchego sem fim Uma ponte ao encontro da paz A mais bela e indispensável flor do jardim
A amizade verdadeira não vê barreiras Não obedece a limites Segue adiante, sem fronteiras De mãos dadas com o tempo Porque dele torna-se aliado estrada afora
A distância ela desconhece: O pensamento e a alma dos amigos Juntos percorrem a vida E seus percalços, suas dores, suas vitórias Em todas as etapas da existência
Mesmo sem se ver os amigos por vasto tempo A amizade perdura no ninho Não enfraqueçe o laço doce e forte Não adormecem o amor e carinho Que a verdadeira amizade conhece!
( FB )
Esta maravilhosa música que segue abaixo me foi apresentada pela minha querida Lilian Trigo, que vem me presenteando com seu vasto conhecimento cultural e musical. Obrigada, amiga!
L'amitie - Françoise Hardy
Beaucoup de mes amis sont venus des nuages Avec soleil et pluie comme simples bagages Ils ont fait la saison des amitiés sincères La plus belle saison des quatre de la terre Ils ont cette douceur des plus beaux paysages Et la fidélité des oiseaux de passage Dans leurs cœurs est gravée une infinie tendresse Mais parfois dans leurs yeux se glisse la tristesse Alors, ils viennent se chauffer chez moi Et toi aussi tu viendras Tu pourras repartir au fin fond des nuages Et de nouveau sourire à bien d'autres visages Donner autour de toi un peu de ta tendresse Lorsqu'un autre voudra te cacher sa tristesse Comme l'on ne sait pas ce que la vie nous donne Il se peut qu'à mon tour je ne sois plus personne S'il me reste un ami qui vraiment me comprenne J'oublierai à la fois mes larmes et mes peines Alors, peut-être je viendrai chez toi Chauffer mon cœur à ton bois
TRADUÇÃO
Muitos de meus amigos vieram das nuvens, Com o sol e a chuva como bagagem. Fizeram a estação da amizade sincera, A mais bela das quatro estações da terra.
Têm a doçura das mais belas paisagens, E a fidelidade dos pássaros migradores. E em seu coração está gravada uma ternura infinita, Mas, as vezes, uma tristeza aparece em seus olhos.
Então, vêm se aquecer comigo, e você também virá.
Poderá retornar às nuvens, E sorrir de novo a outros rostos, Distribuir à sua volta um pouco da sua ternura, Quando alguem quiser esconder sua tristeza.
Como não sabemos o que a vida nos dá, Talvez eu não seja mais ninguém. Se me resta um amigo que realmente me compreenda, Me esquecerei das lágrimas e penas.
Então, talvez eu vá até você aquecer Meu coração com sua chama.
Este post eu dedico a todos aqueles que me dão o privilégio de sua verdadeira amizade, e estes sabem bem quem são. Mas permito-me citar dois nomes mais que especiais: Luciane Pontes e Patrícia Tobo. AMO VOCÊS!!!!!
Eu não sou egoísta, mas eu quero um amor assim: Eu dito as regras, e você as aceita, tim tim por tim tim. ( Ah, eu quero um amor só pra mim ) Claro que nesse amor, seus desejos serão satisfeitos. Mas apenas por mim... Queres, mesmo, meu amor? Então aceite meu eterno não saber quem sou... Se quiseres me entender, de forma razoavelmente confiável, esqueça. Uma encarnação não seria suficiente. Talvez nem mesmo a eternidade. Se me queres, não compreender é fundamental. Apenas sinta. Sou puro sentimento, movimento, mutação. Sou coração. Se te quero, é porque sinto. Mas não esqueça: só pra mim Tim tim por tim tim.
Ecoa em si o suave som da alma. Do céu, a Lua ilumina o quarto escuro. Nessa mágica cena, do sonho desperta. E vive a noite mais intensa de sua existência... Noite em que o sonho a leva ao mundo real.
E o que é real, mesmo? ( ela sempre questiona ) Real é sentimento, é movimento, é emoção, é coração. Real é o amor, que é impalpável, inspirador. E ela resolve se aninhar nos braços dele, nesse calor sem fim.
Do sonho guardou a vontade de ser o mais belo dos jardins. Da janela do quarto a Lua acenou, Mostrando que seu despertar fora certeiro. A hora de viver o mais intenso sentimento chegara.
Olhou nos olhos dele, tocou seu rosto. O sorriso confirmando o futuro que se anunciava. Mais presente do que nunca. E eterno por toda sua duração.
Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.
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Amigos, não tenho certeza da autoria desse texto , mas chegou a mim como sendo de Drummond. Quem souber, me confirme a autoria ?
Ando sem escrever, eu sei. Mas espero em breve ( muito em breve ) voltar a escrever alguns versos - me faz falta!! Por enquanto, posto textos que me tocam.
A idiotice é vital para a felicidade. Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins. No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele. Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto. Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça? hahahahahahahahaha!... Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema? É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar? Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não. Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa. Dura, densa, e bem ruim. Brincar é legal. Entendeu? Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço, não tomar chuva. Pule corda! Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte. Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável. Teste a teoria. Uma semaninha, para começar. Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são: passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir... Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração! Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora? "A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios". "Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche"
Sim, porque nossos corações têm a mania de sentir Muito mais do que somos capazes de compreender Há um mundo infinito dentro deles... Como podem ,então,outras pessoas nos entenderem, Se nós mesmos não o fazemos?
Sentimentos tantos, que se distraem, uns aos outros. Alegria / tristeza; euforia / calmaria; amor / desamor... Como pode haver tamanha confusão! Tamanha contradição...
Nossa alma se contradiz .... Nosso coração é um eterno aprendiz Que insiste em esquecer muitas lições
É como se houvesse um EU paralelo, Que às vezes nos toma conta, nos afronta! Como entender, então ?
Mas saibamos, náufragos, que não estamos sós ( ! ) Existem muitos e muitos como nós espalhados pelo oceano dos sentimentos Naquele espaço do mundo que os "terra firme" dificilmente chegarão...
Por isso.... não nos preocupemos tanto em não sermos compreendidos... Se somos amados, então , que beleza! Basta! Basta ? Já nos basta, que nos amem, assim, do jeitinho que somos. Essa complexidade tão simples.... tão distante e tão palpável...
É como se fóssemos um barquinho atracado .... Que de vez em quando se solta e desaparece... Indo com a maré... vai e vem .... vem e vai... Desaparece, se afasta... do alcançe da visão . Mas se a visão não nos encontra, Procure-nos no coração.
Estamos nas entrelinhas... nas palavras não faladas. ( E como existem palavras que queríamos ter dito!) Nos gestos mais delicados, Nos olhares mais ternos, muitas vezes amedrontados...
Tarefa difícil essa, pra um poeta : ser entendido!