quarta-feira, 22 de setembro de 2010

SILÊNCIOS


Sou feita de silêncios...
Que me acompanham com a marcante presença
De palavras não ditas, não ouvidas...
Mas o não falado é mais forte
O não escutado, se torna retumbante
Nesse coração tão sofrido...

Sou movida a silêncios...
Que me perseguem tal qual vendaval
Ecoam em meus tímpanos...
Com músicas de força brutal...
( sim... na maioria das vezes, suave como só...)

E o silêncio me cai bem...
O observar, me atrai..
O mundo passando à minha frente
Como um filme assim... cinema mudo

O silêncio muito que vale
Tal qual ouro bruto
Quando insiste o velho peito
A sentir a saudade desse mundo...

Meu silêncio me acalenta
Me protege, me ampara
Das armadilhas dessa vida
Dos amores que me dóem...

Mas, no final, o silêncio se vai
Dando lugar à música que vem d'alma
E me percorre todo corpo
Me faz flutuar com o vento..

Nas lembranças e delícias de você...



6 comentários:

Fernando Lago disse...

Lidíssimo, Flávia!

Quero que uma brisa dessa sopre na minha cara sem mais nem menos, pra eu produzir um trem bão assim!

Beijos!

glória disse...

essa elegia esse silêncio e vento me eleva! bjs poeta das tessituras raras!

Nanda disse...

Que lindo!
Sempre procuro me concentrar no meu silêncio pra ver até onde posso achar respostas para todas as perguntas que não calam...

E no silêncio das coisas, da casa, sempre escrevo tbém, meus melhores textos!

Delícia de ler!

beijos!

consultorinho disse...

O Tao te abraça. =D

Fale apenas quando for necessário.(...)
Converta-te em teu próprio Mestre e deixa os demais serem o que são, ou o que têm a capacidade de ser. Dizendo em outras palavras, viva seguindo a vida sagrada do TAO.

Roberta disse...

É tão absolutamente necessário silenciar... Pra conseguir ouvir a verdadeira música! Lindo!

Elenara Stein Leitão disse...

Adorei. Também gosto do silêncio e sinto como se fossem minhas as tuas palavras.
Abraços