segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Sonho que não dorme










na calada da noite, 
o silêncio gritava em seus ouvidos.
 o barulho estrondoso de seus pensamentos
 poderia acordar a cidade inteira.

fechou os olhos
respirou fundo
e lá se foi.
abriu a janela de seu quarto,
assustada.

ninguém nas ruas.
vento soprando
 folhas voando
pegadas apagadas
vultos que já se foram.

brisa em seus cabelos
olhos de anil
queria voltar a sonhar
como um dia o fizera.
sonhos tão felizes
que hoje alguém roubara.

fechou a janela
a lua veio com ela
deitar em seu consolo
acarinhar a solidão
acalmar o coração

calar o pensamento
esquecer o sonho
sentir o vento
voltar a dormir.

a janela fechara.
e a vida seguira.
sim, assim mesmo, 
ela ia.





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