segunda-feira, 11 de julho de 2011

Poema dúvida




esgota-se a fonte
a origem dos versos
o primeiro acorde
o primeiro gole
exige-se
espera-se
adormece
sonha
acorda
renasce foz
e água verte
e palavras reaparecem
verso resplandece
poesia sobrevive
às interpéries da vida
aos descasos do acaso
aos desajustes dos leitos
desses rios inspirações
e quando tudo
parece secar
escurecer
calar
trancar
existem sempre
chaves
cheiros
chamas
chamegos
que nos fazem voltar
que transformam
o árido solo
no mais
fértil jardim

( é assim
? )

.....

poema-dúvida

3 comentários:

Rafa Cajado disse...

Sempre no meio do cáos nasce uma flor em forma de poemas como esse aqui.
Parabéns!
Adorei
Um abraço do Rafa

Olho no olho disse...

Belíssimo esse poema. Feliz aquele que foi seu merecedor e que faça por merecê-lo.
Parabéns.

A.S. disse...

A poesia nunca tem certezas... as palavras sempre nos deixam dúvidas. Por isso é tão apaixonante a leitura de um poema!


Beijos,
AL