domingo, 31 de agosto de 2014

Apenas um desabafo








Você não é a roupa que veste.
Você não é o carro que dirige.
Você não é o restaurante que frequenta.
Você não é a profissão que exerce.
Você não é o local onde mora.
Tudo o que é material, vai embora.
Tudo o que o dinheiro compra um dia acaba.
Você é o sentimento que leva.
Você é a impressão que deixa.
Você é a compaixão que sente.
Você é o que aprendeu: com o exemplo dos pais, com o que a vida lhe ensinou.
Voce é o que transmite, a energia que emana.
Você é a sua alma.
Você é a essência da vida.
Você é o amor que transmite, que leva e que perpetua.

Um comentário:

Anônimo disse...

Flávia,
Tal como Budha parece andaste meditando e chegaste à "iluminação", à consciência do desapego, onde não SOMOS as coisas com as quais identificamos o "Eu". No fundo não somos o todo, mas o todo está em nós.

A CEBOLA e A VIDA
O mestre Zen e seu discípulo conversavam sobre coisas muito importantes. Certo momento o discípulo respeitosamente pergunta:
- Mestre, uma coisa eu ainda não compreendo...
O mestre olhou ternamente para o jovem discípulo e perguntou: - Diga, meu confuso e curioso discípulo, o que o intriga tanto assim?
O discípulo ergueu as sobrancelhas e perguntou: - Mestre, afinal, quem sou eu?
O mestre deu uma gostosa gargalhada e olhou o discípulo bem nos olhos dizendo: -- Como você é um discípulo muito aplicado, acho que está na hora de você descobrir essa resposta. Por favor, apanhe uma cebola e uma faca.
O discípulo rapidamente trouxe a cebola e a faca. O mestre pega a cebola e começa a descascá-la com a faca, dizendo: - Meu jovem, você é como essa cebola. Veja só. Se tirarmos uma camada, o que resta?
Respondeu o discípulo:- Ora, mestre, resta outra camada de cebola! Eu continuo não entendendo.
- Acalme-se e preste atenção. As coisas nem sempre são o que parecem ser. Se eu retiro esta outra camada da cebola, o que resta? Perguntou o mestre.
Novamente responde o discípulo: - Outra camada mais interna, meu mestre.
E o mestre foi assim, camada a camada, descascando a cebola até que finalmente chegou à última camada interna. E então pergunta: - E retirando esta última camada, o que resta meu jovem?
O discípulo estava ainda mais confuso, queria saber quem ele era afinal, e o velho mestre ficava descascando uma cebola até não ter mais nada em suas mãos. Como isso poderia explicar algo tão importante como quem eu sou?, pensava ele. E então responde: - Ora, mestre, tirando a última camada não resta mais nada!
- Nada?, perguntou o mestre, dando uma longa respirada, olhou bem na sua mão vazia e depois deu uma ampla olhada em tudo ao redor e perguntou:
- Não resta nada mesmo, meu jovem? Preste atenção e me diga, o que restou?
E então finalmente o discípulo, maravilhado responde:
- O Universo, mestre! Restou o Universo...