domingo, 6 de novembro de 2011

Pedido


O que fazer
Se meu coração pede
Mas minhas mãos
ficam paralisadas
como em estado de transe
Se minha mente
fica confusa:
Pensamentos desconexos
Desejos não decifrados
- ou, pior -
completamente conhecidos
porém, inatingíveis...
Os olhos anseiam ver
Os ouvidos, escutar
A alma levitar
tudo ao som do teu cantar...
No céu,
a lua se escondeu
triste pela ausência
do motivo de seu cintilar
da razão de seu existir.
O luar foi se deitar...
E as estrelas,
solidárias,
te chamam
Clamam tua presença
Pra que o sol
também volte a brilhar...
E, assim, meu verso
retorne
Pra este caminho
Iluminar!





8 comentários:

AC disse...

Se o coração pede, deve dar-lhe voz...
Belo!

Bj

Poeta da Colina disse...

o sentimento não pode ficar no se.

Flávia Braun disse...

Verdade, poeta da colina, preciso controlar os meus "se's"... Muitas vezes eles se interpõem muito em meu caminho.

Angella Reis disse...

Belo! Há brilho ainda, teus versos iluminam. bjs

Maíra Cintra disse...

Parabéns pelo blog, é lindo! Estou te seguindo. Convido-te a conhecer meu blog: mairacintra.blogspot.com
Beijos

Rita disse...

Flávia! Eu li no twitter que você está grávida, que maravilha! \o/ Então, eu vim aqui fazer um pedido, se você poderia me enviar algum endereço por email para eu te enviar um presentinho para o nenê! (rita.cruz@usp.br) Ai que culi-culi! :)

Fanzine Episódio Cultural disse...

DEDICADO À UMA VOZ

Voz que encanta
Que cura
Que apazigua minh´alma
-Não permitas que te calem

Tu emanas o canto
Que silencia as sereias
E diante do espelho as faz corar.

Voz que ouço e que atendo:
És musa, deusa e talento
Inspiradora do meu ego
Defensora dos meus julgamentos

Tu és como o mel – suave e doce
Mas, enfurecida,
És firme e forte como o fel

Sem pedir entraste em meu poema
Disfarçando-te em versos.
Contida estas entre palavras
E ao subjetivar-me... te admiro!

*do livro (O ANJO E A TEMPESTADE ) de Agamenon Troyan

Fanzine Episódio Cultural disse...

Coroa de Espinhos

Cravaram-lhe uma coroa
Cravejada de espinhos,
Manchada com o seu sangue
Sob aplausos e risos de algozes.

Ele trouxe mensagens de esperança
Para um mundo povoado de hienas.
Os ferrolhos abriram o templo
Onde a hipocrisia asfixiava fariseus.

A caminho do Calvário
Ele se pôs a seguir.
A cada passo, um tombo,
Em cada tombo, uma mensagem,
Em cada chibatada, uma oferta de perdão.

Sua vinda iluminou mentes obtusas
Que antes se negavam a ouvi-lo,
Que mais tarde se negaram a escutá-lo.

Na cruz ele viu o mundo
E ofereceu-se em holocausto.
Seu último suspiro a humanidade
Ainda ousa não ouvir:
“Amai aos outros como a ti me

*(Agamenon Troyan)

Do livro “O Anjo e a Tempestade”.

Contato com o autor e editor do Fanzine Episódio Cultural: machadocultural@gmail.com